Seminario Foto Antiga

Joaquim Barros Ferreira faleceu dia 17 de Janeiro Joaquim Barros Ferreira

Joaquim Barros Ferreira tinha 76 anos de idade. Era natural de Constantim, onde fez o ensino primário. Ingressou no Seminário de Vila Real, no ano lectivo de 1851-1952. Com ele entraram Bruno Teixeira Dinis, Domingos Dias Gomes, Gilberto Délio G. Canavarro Reis,João Ferreira Viamonte, José António Carvalho de Moura, José Augusto da Silva Vieira, Manuel dos Santos Alves, Manuel Vicente Morais e muitos outros.Fez o serviço militar como alferes militar. Pelo seu comportamento em combate foi-lhe atribuída uma medalha de Cruz de Guerra de 2ª Classe,
Foi professor de História do Ensino Secundário em Luanda, na Escola Industrial e Comercial de Vila Real (Esc. S. Pedro) e no Liceu Nacional de Camilo Castelo Branco (ESCCB).Notabilizou-se como escritor e historiador.
A sua obra literária é constituída sobretudo por poesia, embora a última publicação seja um livro de contos, Histórias transmontanas (2013). Estreou-se com Vilegiatura de dia (1961), sob o pseudónimo de José Magem, que utilizaria ainda em Algas e Deuses (1965), n.º 6 da Colecção Setentrião. Seguiram-se Coração da terra (1997), O ser da terra e da língua (2000), Rosa in flumina (2005), Jardins suspensos (2006), Terra adagio cantabile (2006) e Mil vozes em conserto (2009). A este último título foi atribuído o Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves.
Joaquim Barros Ferreira publicou também diversos artigos e obras no campo da investigação histórica e sociológica. Citamos Constantim de Panoias Identificação de uma Vila.Os caminhos do Pão e do vinho em Trás-os-Montes, sec.XVII e XIX.A Emigraão em Vila Real (1870-1950)
Ribeiro Aires.