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Excelncia Reverendssima D Amndio
Reverendos Padres
Senhoras e Senhores
Amigos, Companheiros ou Camaradas

Em nome da Direco da Associao dos Antigos Alunos do Seminrio de Vila Real , congratulo-me com a presena dos companheiros nesta nossa reunio anual, demonstrativa de que no esquecemos a nossa passagem pelo seminrio, tenha ela tido curta, mdia ou conclusiva durao e de que todos, os que trilhamos este caminho, estamos unidos por laos indelveis que nos moldaram o carcter e a postura perante a vida .
E isso nenhum de ns o renega !!!
Sei que a Igreja est atenta ao mundo que a rodeia, ausculta o pensar dos seus membros e a seu tempo agir em conformidade com as balizas por si estabelecidas e ditadas por Deus, mas como cidado atento ao mundo que nos rodeia, como cristo e como pessoa que tem uma grande vivencia de contactos , em meu nome pessoal e como cidado que olha a Igreja de fora para dentro decidi emitir a minha viso sobre

" A Igreja no mundo de hoje e perspectivas de Superao da Falta de Clero"

Apesar do papel dominante da Igreja na sociedade ao logo dos sculos - enquanto papel axiolgico e determinante dos princpios normativos que devem regular a sociedade h, nos dias de hoje, uma neblina cinzenta que a tenta ensombrar e diminuir
incontroverso e no tenho receio de ser contrariado, que, ao longo dos tempos, a Igreja foi a Estrela Polar ou o Cruzeiro do Sul da Humanidade na orientao da s convivncia e na salvaguarda dos mais elementares princpios que esto na gnese da formao do conceito de Pessoa Humana
Conformista ou intervencionista foi ela quem lutou sempre por um so equilbrio social, norteada pela pacfica coexistncia da gente das sociedades existentes.
No tem que se envergonhar de ter patrocinado as cruzadas, apoiado a dilatao da f crist, colaborado no genocdio de ndios, defendido a inquisio ou a escravatura ou de ter apoiado ditaduras...
A Histria compreende-se....no se renega ... Os valores dominantes de um determinada sociedade so de ndole cultural desse tempo e a coexistncia pacfica da sociedade tem de ter em conta as coordenadas dos poderes institudos face aos valores axiolgicos tidos por vlidos, ao tempo!
Os Papas no tm que pedir perdo pelos erros da Histria....porque foi dos erros da Histria que surgiram as luzes do mundo de hoje e porque, a Igreja sempre foi, mesmo nessas pocas histricas mais cinzentas, o travo s ambies de soberanos e tiranos e Defensora de fracos, oprimidos e marginalizados, apontando o Reino dos Cus como conformao s Injustias para poder contribuir para uma coexistncia pacfica ....
A verdade que o papel da Igreja sempre foi mitigador e apaziguador em prole do desenvolvimento da sociedade e do bem comum centrado no bem-estar das pessoas, amoldando-se s culturas das pocas sempre com esprito crtico e preocupada em defender os mais fracos e sobretudo evitar as convulses sociais ... por isso est recheada de mrtires e santos!
Foi a Igreja quem promoveu a so convivncia, por aces fcticas e doutrinais, atravs de encclicas, pregaes publicas ou cartas pastorais, visando a convivncia pacfica e fraterna de opressores e oprimidos, apontando o reino dos cus a todos e sempre pregando o amor de Cristo e o amor ao prximo, com a preocupao de uma coexistncia pacfica e sem beliscar a dignidade de Pessoa Humana
E sempre se colocou ao lado da cincia (embora com algum atraso temporal) porque lhe cabe e cabia pugnar pela defesa dos valores estabilizados em que fundamenta a sua moral crist e que eram garantia da coexistncia pacfica
Quando o sol passou a ser estrela fixa e o corao deixou de ser o motor e centro vital e personalizante do Homem, a Igreja adaptou-se a essas descobertas cientficas e aceitou e acompanhou as teorias tidas por inovadoras...que podiam pr em causa a tradio bblica
Nos tempos modernos e numa altura em que so relatados alguns dislates praticados por medocres dignitrios da Igreja, h uma tendncia para confundir a Nuvem com Juno, como se no houvesse Pais pedfilos, Juzes corruptos, criminosos entre Agentes Investigadores de crimes, corrupo activa e passiva e como se os mesmos dislates e desvios no fossem praticados por figuras pblicas ou proeminentes do mundo social- a dita fina flor da sociedade que se revela a fina flor do entulho....
Os actos ficam com quem os pratica e no pode a figura da Igreja ser ofuscada ou vilipendiada porque alguns dos seus maus servidores, em nmero insignificante no terem sido o exemplo que deles se esperaria ...comportamentos que nem so apangio do mundo de hoje se tivermos em linha de conta aquele provrbio popular alusivo ao Frei Toms... e que nem por isso retirou crena ou rumo sociedade de ndole moral crist
A Igreja nunca esteve e nem hoje est em crise! Hoje como sempre saber ultrapassar as dificuldades com que se debate e adaptar-se realidade social do mundo em que vivemos.
Talvez nem haja uma crise efectiva de vocaes para o sacerdcio e essa falta de ministros de Deus, poder ser suprida com uma outra viso por parte de quem tem a responsabilidade de a dirigir
E urge suprir .... essa falta de sacerdotes!
No creio que a abo lio do celibato seja a medida mais ajustada.
Na verdade, embora o celibato no seja uma obrigao imposta por Deus, aos seus representantes, S. Paulo deixou claro que "se quem casa faz bem, quem no casa faz melhor"
E a lei eclesistica que preceitua o celibato, -como uma bela instituio - deriva do exemplo e do conselho do prprio Messias. E, embora tenha sido estabelecida posteriormente, j era seguida pelos sacerdotes catlicos desde os Apstolos.
O celibato no foi exigido por Cristo; porm foi aconselhado, pela palavra e pelo exemplo, deixando Jesus Cristo sua Igreja o cuidado de regular estes pormenores, conforme os tempos e os lugares
E a Igreja transformou o celibato em lei, por ser no estado de Celibatrio que o Padre melhor pode servir os desgnios do sacerdcio
No creio que a abolio do celibato, perdoem-me os meus amigos padres com renncia ao sacerdcio, ( Tu s sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque) seja a melhor soluo para uma melhor interaco sacerdcio / laicado . E no creio que o seja porque, um Padre casado tinha de ter obrigaes com sua esposa e com seus filhos - sustento, de proteo, de amparo, de educao, etc.
Isto constituiria mais um motivo de desconfiana por parte dos fiis, j que o eventual favorecimento a filhos e mulher seria mais acentuado que a sobrinhos, afilhados ou governanta e o seu desprendimento das coisas desse mundo acabaria por ficar tolhido, pelo menos em parte.
Um escolhido para ser o "pastor" do "Povo de Deus" deve procurar, em tudo, o que Cristo aconselhou que, para deixar claro a posio do sacerdote afirmou:
"Se algum quiser vir aps mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" o que significa abandonar Pai e Me e sua famlia, o seu bem-estar e privilgios sociais (vende o que tens, e d o valor aos pobres") para seguir o caminho, a verdade e a vida e se colocar ao lado dos oprimidos e dos valores humanos numa sociedade injusta e desigual, mas sempre na defesa de uma melhor e mais justa sociedade
Para alm disso...
bom para a comunidade laica ser servida por um Pastor que no tenha os seus interesses prprios e particulares, que veja, em cada paroquiano ou membro da comunidade crist, um igual, que no privilegie nem descrimine ningum, em funo de laos familiares, atenda todos de igual forma, porque, enquanto representante de Deus, deve proporcionar a todos idntico tratamento tal como pastor faz com o seu rebanho
O padre para ser "pai espiritual" de todos, no deve ser pai carnal de ningum. O tempo de que dispe, no lhe pertence e no poderia pertencer sua famlia carnal, pois ele deve viver para a Igreja e para a religio, e no para mulher e filhos.
Ele deve renunciar ao conforto do lar e famlia, para consagrar-se ao servio de Deus.
E o que aconteceria no dia a dia se os Padres fossem casados?
Ou seriam maus padres ou maus maridos
No podemos esquecer a lealdade e a dedicao de tempo que o matrimnio exige a um homem. Qualquer pai ou me sabe os cuidados e as preocupaes que os filhos do, o esforo econmico que exige a sua educao...
No era justo impor aos sacerdotes que no colocassem em primeiro lugar as necessidades das suas famlias face ao seu mnus apostlico.
Padres casados implicaria padres divorciados, pondo em causa um dos princpios basilares da Igreja - indissolubilidade do casamento - j que segundo as estatsticas 40% dos matrimnios dissolvem-se por divrcio - uma proporo muito mais elevada que a do abandono do sacerdcio pelos Padres
O celibato sacerdotal uma jia da Igreja catlica que s tem sido posta em causa desde que comeamos a ficar obcecados com a realizao sexual, em vez de pensar na outra forma de realizao que oferece o sacerdcio
Creio que o celibato a soluo adequada para a Igreja. (...) um valor que a Igreja deve preservar" j que mantm uma ligao mais forte de Cristo Igreja e corresponde ao desgnio do chamamento.
A sua abolio traria mais inconvenientes que vantagens para a misso divina do sacerdcio
Como ultrapassar ento a falta de Sacerdotes?
Sei que o papel da mulher na igreja um tema que gera controvrsia - agita opinies e provoca crticas
Mas a Igreja tem de olhar para a sociedade civil e ver o papel da mulher no mundo de hoje e averiguar se a abertura do sacerdcio s mulheres no seria uma alternativa vlida para fazer face s necessidades actuais do apostolado da Igreja
Na verdade
Na famlia e na sociedade civil, as mulheres como esposas e mes, criaram um modo de vida civilizado. Educaram os maridos e os filhos na limpeza e na arrumao; valorizaram a gentileza e a ternura, tudo o que terno e delicado. E no se preocupam apenas com a sua beleza, o seu encanto e a atraco atravs de dietas, liftings, ginstica, acessrios sofisticados e maquilhagens refinadas, para seduzir, para subir na escada social, fazem-no porque so nosso complemento como ns somos o delas e continuam a ter habilidade de compreender, a capacidade de amar e ter um corao arrebatado.
E no o fizeram para o poder ou a dominao, mas por amor e harmonia
E em todas as sociedades hodiernas, uma das maiores mudanas dos tempos modernos foi a emergncia das mulheres: elas afirmam a sua dignidade, a sua igualdade e assumem o seu lugar e responsabilidade na sociedade em p de igualdade com os Homens . Hoje as mulheres tm direitos polticos (j votam em todos os pases), sociais idnticos ao do Homem (H mulheres em todas as profisses - juzes, catedrticos e Polticos) direitos que alcanaram com muita resistncia e suspeita por parte dos Homens
Falta valorizar mais o seu papel dentro da Igreja...
Um nmero crescente e maioritrio de fiis composto por mulheres: so um mundo prprio, com caractersticas muito distintivas e originais
E olhando a histria, vemos que Mulher na Igreja sempre teve um papel primordial mas sempre viveu como subalterno do Homem
Cabe Igreja, tal como j o fez em muitos outros campos, acompanhar a sociedade civil ... e tal com o a sociedade civil ver a Pessoa - Homem ou Mulher no mesmo patamar e no mesmo p de igualdade
O estatuto das mulheres precisa de ser promovido na Igreja como uma maneira de superar o clericalismo dominante e de assegurar que elas assumem responsabilidades idnticas s do Homem na vida da comunidade crist
H que entender a Igreja no feminino e atribuir mulher mais valor para que ela tambm possa ser "o rosto de Deus" no sculo XXI, um rosto de ternura, de mudana e de esperana.
Embora esta mudana de atitude no se possa fazer de p para a mo, h que ter em conta que o gnio das mulheres tem brilhado ao longo dos sculos, em especial na longa histria da Cristandade.
H que entender as razes e as consequncias da deciso do Criador de que o ser humano deveria sempre e somente existir como mulher ou homem para compreender a grandeza da dignidade e da vocao das mulheres e a sua presena activa na Igreja e na sociedade.
Estou a ver Ado na sua solido... no Paraso.... Sozinho, como espcie em toda a criao.
Esta solido, diz a Bblia, no foi boa. Faltou-lhe uma parte essencial.
E assim, da carne de Ado, para sublinhar a unicidade da essncia humana, Deus criou Eva: no apenas uma mulher, mas uma pessoa com um nome e personalidade.
O ser humano feito imagem de Deus, a distino dos nossos ser masculino e feminino reveladora do prprio ser e vida interior de Deus.
A questo do papel da mulher na Igreja pode ser lida luz da actuao de Cristo que, numa sociedade em que as estruturas patriarcais relegavam a mulher para um papel secundrio, lhe delegou tarefas e a tratou com igualdade
Jesus escolheu 12 homens, como pais do novo Israel .
Mas, para alm destes pilares da Igreja, foram tambm escolhidas, entre os discpulos, muitas mulheres, algumas com um papel activo na vida de Jesus, a comear por Maria, sua me, Maria Madalena, Susana, Joana e muitas outras que o serviam com os seus bens e todas as discpulas, mulheres que o acompanharam ao longo da sua vida pblica e assumiram um papel de servio junto Dele e dos Doze.
E as mulheres, ao contrrio dos 12, no abandonaram Jesus na hora da Paixo, destacando que Maria Madalena foi, no s testemunha da Paixo, mas a primeira testemunha da ressurreio.
J S. Toms de Aquino, falou de Maria de Magdala como Apstola dos Apstolos, mas tal como na sociedade civil o papel da mulher foi sempre subalternizado pela Igreja dominada por Homens
O adgio medieval referindo-se s mulheres: Aut murus aut maritus (as mulheres precisavam de uma parede ou um marido: para serem enclausuradas pelas paredes de um mosteiro ou pelo estatuto de casadas), mostrou que a sua livre iniciativa e os seus talentos s nos mosteiros e conventos se desenvolvia.
Apesar disso, na Europa medieval, encontramos um grupo de mulheres msticas e telogas notveis como Santa Hildegarda de Bingen, Santa Gertrudes, a Grande; Santa Brgida da Sucia, a beata Jlia da Noruega, Santa Catarina de Siena, todas elas muito influentes na vida, tantas vezes tumultuosa, da Igreja nas suas pocas e protagonistas de interessantes vislumbres femininos em teologia, especialmente no seu discurso de Deus e do seu mistrio
No renascentismos temos a histria exemplar daquela corajosa mulher inglesa -Mary Ward (1586-1645)- a Senhora Jesuta- que queria comear uma congregao de vida activa como a dos Jesutas e foi ridicularizada pelo clero da altura rival da fascinante Sociedade de Jesus
S, aps a Revoluo Francesa, se permitiu que as mulheres religiosas pudessem sair da clausura e se empenhassem elas prprias no mundo numa vida de apostolado, trabalho social e misso.
E no sculo XIX e na primeira parte do sculo XX assistimos a um florescimento extraordinrio de congregaes religiosas femininas de vida apostlica e missionria.
As mulheres religiosas contriburam, poderosamente, para a evoluo da condio das mulheres, especialmente atravs da instruo
Depois de, ao longo dos tempos, terem organizado sociedades auxiliadoras femininas para dar apoio ao trabalho das igrejas, motivadas pelo amor a Cristo e Igreja - Faziam costuras, bolos, sorvetes que eram vendidos e a renda destinada a igreja, bordavam, promoviam ch de criana, ensinavam culinria, organizavam quemerses, angariavam roupas para os necessitados, limpavam a igreja, votavam para cargos de liderana que sero ocupados pelos homens, passaram , entre as duas guerras mundiais, a ter envolvimento com as misses
A emancipao das mulheres na sociedade est ligada ao aparecimento de tantas mulheres ilustres no horizonte da Igreja do sculo XX que seguem a tradio de grandes mulheres do segundo milnio da Cristandade, de que so exemplo Dorothy Day, Raissa Maritain, Edith Stein (Teresa Benedita da Cruz), Teresa de Calcut, Sue Rider, Josephine Bakita, Simone Weil, Catherine De Hueck Doherty, Madalena de Jesus, para mencionar apenas algumas

Estamos no sculo XXI e mulher ainda no so permitidos determinados tipos de participao eclesistica, ao contrrio do que acontece nos campos da Cincia, da poltica e da cultura, embora alguns telogos defendam que no Cristianismo a mstica das mulheres, o seu encontro com Deus, muito mais forte que em qualquer outra religio
Alguns ventos sopram favorveis
E a carta apostlica Mulieris Dignitatem (1988) sobre a vocao e a dignidade das mulheres de Joo XXIII um passo nesse sentido.
E os Santos Padres Paulo VI e Joo Paulo II j manifestaram a conscincia da Igreja sobre o lugar das mulheres no sendo por acaso que proclamaram doutoras da Igreja ( Santa Teresa de vila e Santa Catarina de Siena e Santa Teresa de Lisieux)
Queria lembrar que h seis anos, 31 de Maio de 2004, no dia da Festa da Visitao, o cardeal Joseph Ratzinger, ento responsvel pela Congregao para a Defesa da F, publicou o seu ltimo documento importante antes de ser escolhido, um ano mais tarde, para ser o Papa Bento XVI. - Carta aos Bispos sobre a Colaborao dos Homens e das Mulheres na Igreja e na Sociedade.
Sendo a Igreja, como , formada por pessoas - homens e mulheres - desta ideia dever nascer o conceito do sacerdcio comum dos fiis e a consequente promoo do laicado na Igreja
Reconhece o Santo Padre que o papel da Mulher ao longo da histria da Igreja foi tudo menos secundrio e que a histria do Cristianismo teria tido um desenvolvimento bem diferente, se no fosse o generoso contributo de muitas mulheres.
Hoje a igualdade na dignidade humana entre Homem e Mulher exige que o estatuto das mulheres seja promovido na Igreja (e precisa!), no porque sejam mulheres mas porque so laicado... e o sacerdcio baptismal dos fiis tem de ser redescoberto na prtica da vida da Igreja.
S desta maneira ultrapassaremos o clericalismo lento e veremos que o laicado assume as suas responsabilidades e o seu espao na vida da comunidade crist.
Embora SS admita reflectir sobre mais espao das mulheres na Igreja, admitindo ser necessrio conferir s mulheres na Igreja no s um reconhecimento carismtico, mas tambm institucional, por exemplo, consultando-as antes de se tomarem algumas decises e confiando-lhes lugares de maior responsabilidade, tanto a nvel de igreja local como universal, conferindo-lhe interveno no campo dos ministrios no ordenados, tanto em relao com a Palavra de Deus (a catequese, a formao crist, a organizao das celebraes da Palavra, etc.) como com a organizao da comunidade crist e o seu envolvimento nos processos de transformao social, ainda no equacionou o "sacerdcio feminino" e ser benfico que o faa a breve trecho....
A presidncia ministerial, que a ordenao sacerdotal confere aos homens, continua fechada s mulheres, mas a presidncia do amor e do servio, da comunho e da misso, ficam-lhe abertas.
Mas
1.
se em Jesus Cristo, a mulher e o homem so iguais em tudo - possuem o mesmo sentimento -, porque em Cristo no h homem ou mulher, e ele tudo em todos e
2.
se as mulheres esto equipadas para o ministrio com dons e talentos que podem ser usados para Deus e o seu reino
3.
Se as mulheres tm conscincia de que podem realizar as necessidades actuais do apostolado da Igreja, como as que realizam no mundo preenchendo qualquer profisso - mdica, professora, advogada, juiz, militar, policial, poltica e investigadora
4.
Se as mulheres tm acesso e concluem com aproveitamento e excelncia os cursos de Teologia o que lhes permite qualificao para interpretar os Evangelhos
5.
Se o princpio de igualdade dos sexos encontra justificao tanto nos textos bblicos, como na confirmao histrica em que se traduz a influncia notvel deixada pelas mulheres na Igreja
A ordenao sacerdotal, pela qual se transmite a misso, que Cristo confiou aos seus Apstolos, de ensinar, santificar e governar os fiis, e que, na Igreja Catlica, desde o incio e sempre, exclusivamente reservada aos homens deve tambm ser-lhe concedida ....
A Igreja sempre tem sabido acompanhar a sociedade civil... nota-se uma abertura por parte dos mais altos dignitrios....se a deciso da Igreja for a de admitir as mulheres ordenao sacerdotal, .... Se se concretizar esta abertura e as mulheres tiverem acesso ao presbiterado, a falta de sacerdotes ser colmatada como colmatadas sero as necessidades actuais do apostolado da Igreja

J Macieirinha