Seminario Foto Antiga

Carlos Alberto da Silva Coutinho nasceu em 22 de Agosto de 1943em . Fornelos, concelho de Santa Marta de Penaguião
Ingressou no Seminário de Vila Real em Outubro de 1954 onde permaneceu alguns anos, tendo abandonado por falta de vocação para o sacerdócio
Fez a Escola do Magistério Primário em Vila Real em 1964 e nesta cidade iniciou a sua profissão
Foi para Lisboa em 1965 cumprir o serviço militar e por lá ficou numa vida de luta pelos seus ideais e dedicada ao jornalismo ,à escrita e agora dizem que à pintura
Mobilizado para a guerra colonial, passou dois anos em Moçambique como enfermeiro militar de Neuropsiquiatria
Muito empenhado no combate político, participou num movimento espontâneo e nunca articulado de criadores de cantigas de protesto que esteve na origem do "Cancioneiro do Niassa".
Regressado a Lisboa em 1969, enveredou pelo jornalismo e retomou a escrita
Viveu em Lisboa uns 20 anos.
Dei aulas durante uns meses enquanto estava numa situação precária no "Vida Mundial"
Depois passou para "O Século" e foi um dos um dos fundadores de O Diário. ficando profissionalizado até se reformar , altura em que deixou o caos de Lisboa e se retirou para uma periferia suficientemente distante e arejada onde se sente bem
Vive na Póvoa de Santa Iria, onde toma a bica matinal no único café que permite que se fume no seu interior, situado na Rua do Bonfim. "

Foi operacional da Acção Revolucionária Armada (ARA), organização responsável por vários atentados contra objectivos militares e policiais durante o regime fascista. Nesta organização em que ingressou em 1970, utilizava o pseudónimo de Meneses tendo participado em diversas acções, como o corte de telecomunicações, corte da rede eléctrica nos anos de 1971 e 1972, rebentamento de uma carga explosiva e parcial destruição do navio Cunene que transportava armamento para a Guerra Colonial em 26 de Outubro de 1970 e destruição parcial da Escola Técnica da PIDE em 21 de Novembro de 1970.
Em consequência das suas acções políticas, foi preso pela Pide na prisão do Forte de Caxias, em 22 de Fevereiro de 1973
Foi libertado em 26 de Abril de 1974, com a Revolução dos Cravos, tendo retomado a sua carreira jornalística em paralelo com uma actividade literária diversificada
Fez também parte do Sindicato dos jornalistas no biénio de 1981/1982.
Foi vereador sem pelouro na Câmara de Vila Franca de Xira durante quatro anos.
Bibliografia:
Na sua obra teatral, surpreendendo as situações, gestos e palavras estereotipadas que compõem o quotidiano das personagens, e integrando esta desmontagem da realidade num processo dialéctico de mudança situado no contexto histórico português anterior ao 25 de Abril ou pós-revolucionário, "combina a técnica do absurdo com um propósito muito agudo de crítica sociopolítica
NEVE 1965
Corvos 1965
Uma luz do fim da Noite 1965
Cave (1966)
Herbicida (1972)
A Última Semana antes da Festa (1974)
Teatro de Circunstância (1975)
A Estratégia do Cinismo; Seguida do Jantar do Comissário (teatro) (1977)
Recordações das Casas dos Mortos (1975)
No País da Alegria (1976)
Recordações das Casas dos Mortos (1976)
Uma Noite na Guerra (com prefácio de Batista Bastos) (1978)
O que Agora me Inquieta (novela) (1985
O Carlos Coutinho é também gente da nossa casa