Seminario Foto Antiga

ARQUITECTO Fernando Pinto de Sousa
Nasceu em de Vilar de Maçado, concelho de Alijó no dia 15 de Novembro de 1926 , sendo o filho mais novo de José Pinto de Sousa, homem bem remediado médio agricultor e com casa no Largo da Fonte, junto do tanque comunitário de Vilar de Maçada onde se dedicava à exploração de uma mercearia , tendo ainda uma encadernadora e sendo armador das festas religiosas
Fernando Pinto de Sousa tocava o violino e recorda com prazer esses tempos vividos com os irmãos em Vilar de Maçada.
Ingressou no Seminário de Vila Real em Outubro de 1939 para prosseguir os estudos, sendo colega do saudoso Padre Secundino que foi Director Espiritual durante muitos anos
Após a sua saída do Seminário acabaria por se licenciar em Arquitectura e radicar-se na Covilhã
O arquitecto suspirava por desenhar obra séria - e, para lá do Marão, nos finais da década de 50, não abundavam as hipóteses de pôr à prova a competência de projectista e acreditava que capital dos lanifícios de qualidade, terra mais rica do que as agrestes paragens de Trás-os-Montes, conseguiria a tão desejada encomenda para lhe encher a alma de orgulho
Encontrou lugar como professor no liceu local, mas acabou por perder a felicidade do lar com a separação ficando o filho José Sócrates, primeiro ministro de Portugal a seu cuidado
Foi desde sempre apaixonado pelo cinema, música, poesia, filosofia, e simpatia pela vida de figuras históricas, disciplinas para as quais tentou cativar os filhos
O arquitecto Fernando Pinto de Sousa, membro de uma família de notáveis liberais começou a ter empenhamento político e cívico ainda nos tempos da ditadura ao acompanhar as iniciativas da Sedes


Devido à sua competência o GEPI entregou a Pinto de Sousa, de 1996 a 2002, a fiscalização das seguintes obras: postos da GNR de Teixoso (1996), Covilhã (1996), Seia (1997) e Fornos de Algodres (1997), parque de manobras da Direcção--Geral de Viação de Viseu (1998), posto da GNR de Aguiar da Beira (1999), esquadra da PSP de Gouveia (1999), quartel da GNR de Viseu (1999) e posto da GNR de Vila Nova de Foz Côa (2001).
É uma pessoa discreta, que passa despercebida à maior parte dos covilhenses. Próximo da sua residência fica uma praça de táxis e um café, onde poucas pessoas o conhecem.


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