Seminario Foto Antiga

Montalegre  2015  I Diz-se que o "caminho faz-se caminhando". E quão belos caminhos, a UASP (União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses) tem trilhado! Quer em qualidade de percursos, quer no conjunto da qualidade e quantidade de antigos alunos que a seguem e, comprovou-se, são cada vez mais.
Desta feita continuando o cumprimento da calendarização oportunamente definida deambulou, no passado fim-de-semana, por Terras do Barroso, conduzida e acarinhada por uma equipa muito à frente de algumas organizações turísticas.
Por isso aqui deixamos um profundo agradecimento à Associação dos Antigos Alunos do Seminário de Vila Real e, em particular, ao Dr. José Branco e restante equipa, mas também a todos quantos nos proporcionaram mais conhecimento nas várias vertentes que foram abordadas.
As terras que D. João I ofereceu, na sequência da Guerra da Independência, ao Condestável Nuno Álvares Pereira, hoje S. Nuno, padroeiro do Seminário Carmelita, que também esteve representada no evento e onde, diz a lenda, ali treinou muitos dos guerreiros que integraram a Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota, viram-nos inicialmente admirar a paisagem circundante do castelo onde decorreu a concentração dos participantes, cerca de sessenta antigos alunos representando nove instituições, das quais três de ordens religiosas (Carmelitas, Franciscanos e Capuchinhos) e seis diocesanas (Braga, Évora, Lamego, Leiria, Vila Real e Nova Lisboa).
Passamos de seguida por dois espaços Ecomuseus, ainda que, pelo meio se tenha dado uma vista de olhos pelas belezas naturais locais, como o Parque do Rio Cávado e as margens do Rio Rabagão:
– O primeiro, o "Espaço Padre Fontes", serviu de porta de entrada na identidade da região, pois valoriza a população e o património, sem descurar a preservação dos conhecimentos técnicos, saberes locais e formação de valores. Tivemos a honra de algumas explicações pelo próprio Padre Fontes que muito agradecemos.
– O segundo, o "Ecomuseu do Barroso", instalado numa antiga casa senhorial, que pertenceu a um Capitão da aldeia, divulga algumas das atividades tradicionais mais emblemáticas da região. Abordam-se ali vários temas: a raça bovina barrosã, que é autóctone, as alfaias agrícolas manuais e de tração animal, o ciclo do pão, a cozinha de Barroso, o ciclo da lã e do linho, as minas de volfrâmio da Borralha e D. Nuno Álvares Pereira, Senhor das terras de Barroso.
Saboreamos aSEGUIR uma já merecida refeição típica da região, seguindo depois para as profundezas da terra a cerca de quatrocentos metros do nível do solo, onde reaprendemos o que é produzir eletricidade e os custos associados à construção e manutenção. Descemos mais um pouco e após um percurso bem acidentado admiramos a conhecida Ponte da Misarela que tem associadas várias lendas e mortes, estas bem reais! Que o digam as tropas do general Soult aquando das invasões francesas que por ali pereceram em bem urdida trama defensiva que nos dispensamos de descrever.
Regressamos a Montalegre para jantar e assistir um sarau cultural atravessando deslumbrantes paisagens e fazendo uma pausa de recolhimento e agradecimento a Quem de direito na Igreja Românica de S. Vicente da Chã.
Após um merecido repouso, antes das dez da manhã de domingo rumávamos já, entre belas paisagens, para a "Aldeia Barrosã" de Paredes do Rio, onde fomos recebidos por um jovem e eloquente guia. Aqui encontramos raras e recuperadas antiguidades como canastros (espigueiros), moinhos, pisão para fabrico do burel, tecido utilizado no fabrico de agasalhos de vários tipos.
Ainda antes de um opíparo almoço constituído, na sua essência, pelo "Cozido Barrosão" em típico restaurante da região, afinamos travões e descemos até ao Convento de Santa Maria das Júnias, Monumento Nacional, antigo eremitério-pré românico, situado num vale estreito, de difícil acesso, inscrito num grandioso fundo paisagístico, ali fundado no século IX para isolamento de frades com alguns problemas de ordem disciplinar. Respeitou-se ali inicialmente a regra de S. Bento, tendo passado depois a by The weDownload Manager" href="#21719260"> seguiralt a regra da Ordem de Cister.
O roteiro terminou para a maioria após o almoço que, por razões pessoais e de vencimento de distâncias consideráveis, não puderam aceder ao convite final da organização que levou os mais resistentes ao Alto da Serra do Larouco, a terceira mais elevada de Portugal Continental (1535 m) de onde se vislumbram paisagens únicas, algumas viradas para a Galiza.
Valeu a pena e, se Deus quiser, em 2016, estaremos em Vila Nova de Paiva!
Américo Lino Vinhais
Gabinete de Comunicação