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CARDEAL D. ANTÓNIO MARTO
Membro do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida
D. Antó alt nio Marto, investido cardeal, no Consistório do dia 28 de Junho, bispo de Leiria-Fátima, foi nomeado, pelo Papa Francisco, no passado dia, membro do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, departamento da Cúria Romana criado pelo Papa Francisco com o documento 'Sedula Mater', de 15 de agosto de 2016, reunindo no mesmo organismo as competências e funções do Pontifício Conselho para os Leigos e ao Pontifício Conselho para a Família, que deixaram de existir. O Dicastério é competente «na promoção da vida e do apostolado dos fiéis leigos, na pastoral dos jovens, da família e da sua missão, de acordo com o plano de Deus e na proteção e no apoio da vida humana», lê-se no primeiro artigo dos estatutos.
Segundo a Agência Eclesia, "questionado sobre os organismos da Santa Sé onde poderia ser chamado a colaborar, o novo cardeal indicou como um dos possíveis a família, setor para o qual foi agora nomeado pelo Papa." O cardeal português será acompanhado pela entrada, no mesmo departamento, pelo cardeal espanhol Luís Francisco Ladaria Ferrer, actual responsável máximo da Congregação para a Doutrina da Fé. Cabe-lhe «animar e fomentar a promoção da vocação e da missão dos fiéis leigos na Igreja e no mundo, como indivíduos casados ou não, e também como membros pertencentes a associações, movimentos, comunidades». Acresce a isto o estudo e a promoção da formação «sobre os principais problemas da biomedicina e do direito relativos à vida», além de apoiar e coordenar iniciativas «a favor da procriação responsável, assim como para a proteção da vida humana desde a conceção até ao seu fim natural».

A ASSOCIAÇÂO  HOMENAGEIA D. ANTÓNIO MARTO EM VILA REAL

O Cardeal D. António Marto esteve, na passada segunda-feira em  em Vila Real, num encontro com o clero diocesano. A Associação marcou presença neste momento de saudação, de congratulação, de memória, de afirmação na fé, mas também , de convívio e de boa disposição.Presentes, D. Amândio Tomás, bispo de Vila Real, de D. Gilberto Canavarro dos Reis, que foi bispo de Setúbal, elementos dos órgãos sociais da nossa Associação e «velhos» companheiros de ano de D. António Marto.
Pelas 10 horas da manhã, realizou-se, no auditório do Seminário a  sessão de boas vindas e de felicitação pela elevação de D. António Marto ao cardinalato. O Reitor do Seminário, dr. Abel Canavarro saudou a presença de D. António Marto e regozijou-se por finalmente o clero de Vila Real o ter entre si, depois da sua nomeação cardinalícia.

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D.Gilberto Canavarro Reis sublinhou algumas facetas que compõem o seu retrato: "bem-disposto, capaz de dar umas gargalhadas, mas homem de palavra, inteligente, capaz de ver no meio da balbúrdia, da confusão, capaz de grandes decisões, de grande sabedoria prática da vida. Como «pastor», destacou a proximidade e a boa relação com as pessoas, o sentido de serviço com elegância, com profundidade e com o evangelho no coração, bom orador, bom conselheiro. O padre Hélder Sá começou por dizer que «gostava mais de agradecer o testemunho que o nosso homenageado nos dá hoje ao longo do difícil percurso da sua vida, homem como crente, como pastor, pela maneira coo vive e transmite a beleza e a alegria da fé, ambas presentes na sua vida, no seu magistério, no seu modo de celebrar." Terminou com um desejo e, simultaneamente, um receio: que lhe aconteça o mesmo que a Santo António - de Roma e de Portugal.
O padre Vítor, pároco de Montalegre lembrou o professor, quando no Porto, era seu aluno na Universidade Católica.
D. António Marto, com graça, considerou algum exagero nas palavras ditas, porque só faltou "canonizar-me". Depois disse que o seu caminho foi feito com os companheiros do Seminário, com os padres, com leigos, com os alunos, com formandos. "E, por isso, esta elevação ao cardinalato não é só minha, é também vossa, que sintais que vos toca, é uma prenda vossa." Com graça, lembrou a pequena conversa que teve com o Santo Padre, após a imposição das insígnias de cardeal: " Santo Padre, a nossa Senhora de Fátima e os pastorinhos agradecem o dom que quis fazer a Fátima." Ao que o Papa Francisco retorquiu: "Tu és aqui o representante deles, és? Não sabes? Foi uma carícia de Nossa Senhora." D. António Marto completou, depois: "Acredito que tenha sido uma carícia de Nossa Senhora, porque méritos não tenho, mas o certo é que a carícia chegou pelas mãos do Papa Francisco." D. António Marto não deixou de falar de alguns problemas actuais da humanidade, porque "estamos a assistir a uma mudança de época: o fenómeno da globalização, as novas tecnologias e o mundo plural. Falou do momento doloroso do que se passa na Igreja, com os escândalos conhecidos, considerando que é necessária haver uma renovação neste aspecto, para que a igreja se volte mais para a dimensão missionária.
D. Amândio Tomás encerrou este momento de congratulação e também de reflexão, voltando à tónica da alegria do evangelho e pela presença de D. António Marto, membro também do clero da dioces alt e de Vila Real.
Seguiu-se a celebração da Eucaristia na Sé e um almoço convívio no Seminário. José Macieirinha, em nome da Associação saudou e felicitou D. António Marto
Ribeiro Aires

Ver as fotos da homenagem.

D. Amândio Tomás foi a alt graciado, no passado dia 20 de Julho, com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal.
Foi este o texto impresso e lido, na sessão solene realizada no Teatro Municipal, pelas 17.30 horas.

D. AMÂNDIO TOMÁS é natural do concelho de Chaves, onde nasceu em 1943. Entre 1955 e 1967, frequentou o Seminário de Vila Real, onde se licenciou em Humanidades, Filosofia e Teologia, vindo a ser ordenado presbítero em 1967 pelo Bispo D. António Cardoso da Cunha, a quem serviu como secretário. O mesmo Bispo enviou-o para Roma onde se licenciou em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Regressado a Portugal, ensinou Teologia Dogmática no Seminário de Lamego. Posteriormente foi nomeado director espiritual do Seminário de Vila Real e ensinou Moral e Religião Católica no Liceu de Vila Real. Em 1976 está de novo em Roma, desta vez para se licenciar em Ciências e Exegese Bíblicas do Antigo e Novo Testamento, no Pontifício Instituto Bíblico. Ainda em Roma, por nomeação do Papa João Paulo II, exerceu as funções de vice-reitor e depois as de reitor do Pontifício Colégio Português, até Novembro de 2001. Novamente em Portugal, foi nomeado em 2001 Bispo Auxiliar de Évora, dignidade que exerceu até ser nomeado em 2008 Bispo Coadjutor de Vila Real, com direito a sucessão. Efectivamente, com a resignação de D. Joaquim Gonçalves, em 2011, foi D. Amândio José Tomás nomeado Bispo Titular desta diocese. Exerceu numerosos cargos e funções relacionados com a vida pastoral, sendo presentemente vogal da Comissão Episcopal de Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Em face do exposto, a Câmara Municipal de Vila Real deliberou atribuir a D. AMÂNDIO JOSE TOMAS, a Medalha de Ouro de M alt érito Municipal.